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"Um lugar deve existir, uma espécie de bazar onde os sonhos extraviados vão parar."
Chico Buarque
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Carlos Drummond de Andrade já disse que é preciso merecer um bom ano novo e já comecei 2012 com o pé direito tentando merecer um ano cheio de coisas boas. Pela primeira vez iniciei um ano pedindo apenas saúde para mim e para os meus... Ao invés de pedir resolvi agradecer pelas pessoas que permaneceram ao meu lado e pelas que mesmo distante torceram muito por mim e mais uma vez Obrigada Senhor pelos amores da minha vida.
O motivo maior da minha postagem de hoje é pra deixar registrado a minha felicidade. Tenho recebido tanto carinho, dedicação, afeto, beijos e abraços que nem sei expressar o que é viver esse momento. Não que eu seja uma pessoa carente desses carinhos mas é que o momento é realmente diferente. Acredito que estou vivendo a fase mais madura e mais centrada da minha vida... estou retirando o que não me faz bem e aconchegando o que tem me feito sorrir. Alguns sentimentos de magoa estao cedendo lugar aos bons sentimentos. Estou me permitindo conhecer novas pessoas, e que por sinal tenho conhecido pessoas maravilhosas, tem algumas muito especiais mas que vou falar delas em outra postagem... em um outro momento.
Estou feliz também, pelo sobrinho que está aqui em casa, em outra postagem eu ja expliquei o que aconteceu com ele, o mais importante é que ele está aqui em casa e está bem e eu estou muuuuuuiiiito feliz. Por isso a foto da postagem é uma que do meu sobrinho... do sorriso que ilumina meus dias.
Felicidade também é ver o sorriso de quem se ama...
sábado, 7 de janeiro de 2012
"Corre, corre. O número do telefone dissolvendo-se em tinta na palma da mão suada. Ah, no fim destes dias crispados de início de primavera, entre os engarrafamentos de trânsito, as pessoa enlouquecidas e a paranóia à solta pela cidade, no fim desses dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa, e passa a mão na minha cara marcada, no que resta de cabelos na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu olho. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços, você cobre com a boca meus ouvidos entupidos de buzinas, versos interrompidos, escapamentos abertos, tilintar de telefones, máquinas de escrever, ruídos eletrônicos, britadeiras de concreto, e você me beija e você me aperta, e você me leva para Creta Mikonos, Rodes, Patmos, Delos, e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem. O telefone toca três vezes. Isto é uma gravação deixe seu nome e telefone depois do bip que eu ligo assim que puder, ok?" Caio Fernando Abreu
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